quarta-feira, 19 de julho de 2017

Segredo.19.10


15 comentários:

  1. Não concordo. Acho que, pelo contrário, você teve que ser muito forte. Trazer um filho doente ao mundo não ia ser justo nem para ele nem para si que teria de cuidar dele se calhar para o resto da sua vida. É uma cruz demasiada pesada seja para quem for. Assim, ele não sofreu nada...e você também não devia sofrer.

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    1. Concordo plenamente com o Francisco :)

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    2. Concordo, Francisco.

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    3. Uiiiii. O Francisco com esta deve ter ficado inchado.

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    4. É a primeira vez que concordo com o Francisco!!! Afinal tem coração!!!
      E a ti minha querida, fizeste mesmo a escolha acertada... só iria ser sofrimento a todas as partes..

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    5. Espera ai...isto aconteceu mesmo ou sou só eu a sonhar? :)

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    6. Se não sentiste o chamado para isso é porque não estava destinado. Fizeste bem, ía ser uma vida de sofrimento para todos e depois quem tratava da criança quando vocês, pais, já cá n estiverem?
      Tenho uma vizinha que decidiu ter o filho com paralisia cerebral, ele anda, comunica, mas de resto não faz mais nada. Esse menino tem agora 40 anos e começamos a ver o pânico da mãe de o deixar cá sozinho.

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  2. Trabalho com adultos com deficiência mental e física e posso assegurar que a maioria dos pais destas pessoas se pudessem teriam tomado a mesma decisão que a sua. Eu vejo o desgaste que é ter uma pessoa dependente uma vida inteira. E conforme os pais envelhecem a preocupação de quem tomará conta deles nem que seja visitá-los na instituição. Alguns casamentos não resistiram a tamanha prova e em alguns casos a tristeza dos pais ao delegarem os cuidados dos filhos a outros porque eles também já precisam de cuidados.
    Espero que tenha amenizado 1 bocadinho a sua dor .

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    1. E esqueci-me de referir os problemas de saúde que muitos deles tem , desde doenças cardíacas graves , doenças degenerativas musculares e do esqueleto. Também intervenções sucessivas a ouvidos , nariz e garganta e falo só a nível físico. Alguns tomam medicação fortíssima que a longo prazo causam danos no organismo. São pessoas de difícil diagnóstico mesmo nas coisas mais simples ou porque não falam ou não sabem como manifestar o desconforto. Falo claro num cenário de doenças mais complicadas mas muito realista porque nalguns casos com o passar da idade algumas patologias agravam-se e perdem muita qualidade de vida.

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  3. Foste fraca?! Por poupar um ser humano a uma vida de possível sofrimento?

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  4. Nao deve ser uma decisao nada facil. Acho que depende da doença.
    Eu dou-me com um casal adulto deficiente (ele tricemia , ela com outra coisa mental) e sao ambos felizes e resolvidos.

    E vamos ser honestos, nem é nada facil encontrar "nao doentes" felizes e resolvidos, quanto mais...

    Claro que a responsabilidade esta toda em cima dos pais deles, e é um peso grande porque antes dos pais morrerem tem que assegurar sustento futuro para os filhos e ensinar-lhes a maior autonomia possivel.
    Mas é possivel, e é possivel haver muita felicidade no meio disto tudo.

    Dito isto, é sem duvida uma decisao pessoal, pois requer muito esforço.

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  5. Fraca!? Nem pense. Foi muito dura e muito sã de cabeça. Conheço quem tem um filho com problemas graves de saúde, desde a nascença e a dias em tom de desabafo disse-me algo que eu nunca mais esqueci. " Com este filho perdi o direito de morrer descansada". É muito duro quer para os pais, para o filho, para a família toda. Pode ter a certeza que tomou a decisão certa.

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  6. Percebo-a.
    Aconteceu-nos o mesmo.
    Decidimos o mesmo.
    É doloroso viver com esta decisão: era o nosso filho.

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  7. Até podes pensar "eu seria capaz de amá-lo e de cuidá-lo"... Mas quem o faria depois de ti? Ninguém sabe o que vai ser o dia de amanhã mas ter um filho que vai ser, de certeza, dependente de alguém o resto da vida... É pesadíssimo. Foste, és FORTE!

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  8. Não foi fraca, foi muito forte

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